Artigos | Postado no dia: 25 junho, 2026

Simples Nacional na Reforma: ficar pode custar caro (ou não) 

O Simples continua na Reforma, mas com uma nova decisão estratégica: recolher IBS e CBS dentro ou fora do regime. A escolha errada pode afastar clientes.

Muitos empresários optantes pelo Simples Nacional acreditam que a Reforma Tributária não os afeta. É um engano que pode se revelar a decisão mais cara de 2027. O Simples continua existindo e segue sendo um porto seguro para milhões de negócios — mas a Reforma introduz uma escolha nova e estratégica que ninguém pode ignorar.

Trata-se da forma como o optante vai recolher os novos tributos. E o critério que define a melhor opção tem um nome: crédito.

A nova escolha do optante 

Com a Reforma, a empresa do Simples poderá escolher entre recolher o IBS e a CBS dentro do regime unificado, como hoje, ou recolhê-los “por fora”, no regime regular desses tributos. A diferença está no crédito que a sua operação gera para o cliente.

No Simples tradicional, o cliente pessoa jurídica aproveita um crédito limitado sobre o que compra de você. No regime regular, ele toma crédito cheio. Para quem vende a outras empresas, essa diferença pode ser determinante.

Quando ficar como está é vantajoso — e quando não é 

A resposta depende, em boa medida, de quem é o seu cliente. Se você vende para o consumidor final, que não aproveita crédito, manter o Simples na forma tradicional tende a continuar vantajoso — você preserva a simplicidade e a carga reduzida do regime.

Mas, se você vende para outras empresas, o cenário muda. O cliente pode passar a preferir o fornecedor que lhe gera crédito integral, e o seu preço “com imposto embutido” vira desvantagem competitiva. O risco, aqui, não aparece em forma de multa: aparece na perda silenciosa de clientes para concorrentes que recalcularam a estrutura.

Por que a decisão precisa ser consciente 

Não existe uma resposta única que sirva a todos: existe a resposta adequada ao seu negócio. A conta depende do seu mix de clientes, da sua margem, da sua cadeia de fornecedores e do seu setor de atuação.

O caminho é simular os dois cenários ainda em 2026, com apoio técnico, comparando carga tributária, competitividade e impacto no faturamento. No novo sistema, “continuar como sempre” também é uma decisão — e, para não custar caro, precisa ser tomada de forma consciente, e não por inércia.

Conclusão 

A Reforma transforma a permanência no Simples Nacional, antes quase automática, em uma decisão estratégica que merece análise. Avaliar com antecedência se vale manter o regime tradicional ou migrar o recolhimento dos novos tributos pode definir a competitividade do negócio em 2027. Uma simulação conduzida com assessoria tributária especializada é o que permite escolher com segurança — antes que a decisão seja tomada pela falta dela.